21 de fevereiro de 2011

O vento


O vento rasga o véu do rosto
Entra ardendo pelos poros
Penetrando com todo esforço
Na raiz dos olhos

Toca onde não se pode mais ver
Desfruta do gosto suave da alma
E recita palavras que não se pode ler
Mostrando com todo adorno
Um gosto doce de paz

Como o céu que escurece e as estrelas traz
Ele sai aliviando o rosto ardido
Para o espírito mostrar
Que mesmo abatido
Não se deve deixar de amar

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